fbpx Nutricionista Marcos Hirata
Ir para o topo da página Ir para o conteúdo principal Ir para o fim da página

Confira as últimas notícias

Transtornos Alimentares: Anorexia, Bulimia, Ortorexia e Compulsão Alimentar. Como identificar?

[Transtornos Alimentares: Anorexia, Bulimia, Ortorexia e Compulsão Alimentar. Como identificar?]

Você já se olhou no espelho hoje? No que reparou? Essa autoanálise, muitas vezes, é uma tortura para algumas pessoas, pois  o que elas veem é uma imagem totalmente distorcida de si mesmas.  Muito se tem dito sobre transtornos alimentares (TA), é um assunto em alta nesse momento…mas por quê? Será pelo fato de termos como referência revistas, propagandas de TV ou até mesmo padrões socioculturais ditos como ideais? Não tenho dúvidas! Um estudo publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria revela que os TA possuem uma etiologia multifatorial, composta de predisposições genéticas, socioculturais e vulnerabilidades biológicas e psicológicas. Ou seja, além do indivíduo ser frágil psicologicamente, o colocamos em julgamento, classificando-o pelo o que ele come, como come, pelo seu número de manequim, etc. Isso gera nele um sentimento de culpa: por estar muito gordo, por ter comido demais (sentindo necessidade de colocar tudo para fora) ou até mesmo por não comer corretamente e ter medo disso gerar mais críticas. Os TA mais conhecidos e, infelizmente, considerados “na moda” são: anorexia nervosa, bulimia nervosa, ortorexia e compulsão alimentar e podem ser diagnosticados seguindo alguns fatores.

A anorexia nervosa (AN), classifica-se pela perda de peso exagerada de modo intencional, devido  a dietas extremamente rígidas como uma busca desenfreada pela magreza, uma distorção grosseira da imagem corporal e alterações no ciclo menstrual. Ou seja, a pessoa se olha no espelho e sente repulsa pelo seu próprio corpo, buscando formas severas de emagrecer como não comer ou até deixar de comer tudo que ela considera fonte para ganho de peso. É um distúrbio muito comum em mulheres jovens, que entraram na fase da puberdade e começaram a sentir mudanças no corpo e também pela chegada da fase escolar na qual é muito julgada pela aparência. Se ela não tiver um belo corpo, é excluída das demais. Isso faz a jovem chegar em um peso muito inferior ao normal, o que traz muitos riscos à saúde.

Já a bulimia nervosa (BN) caracteriza-se pela ingestão de grande quantidade de alimentos com sensação de perda de controle, o que leva a uma preocupação excessiva com o peso e a imagem corporal, fazendo o indivíduo buscar métodos compensatórios inadequados para o controle de seu peso, como vômitos auto-induzidos, uso de medicamentos (diuréticos, inibidores de apetite, laxantes) e dietas extremamente restritivas.

A compulsão alimentar está muito ligada à bulimia nervosa e é muito comum atualmente. Como na bulimia, o indivíduo possui um desejo excessivo de comer, dá aquela famosa “beliscada” durante o dia, mas não chega a ter vômitos auto-induzidos. Isso está muito associado à ansiedade e ao estresse, já que esses fatores interferem de forma significativa em nosso organismo, por meio da inibição da saciedade, alterações de humor e normalmente na busca por alimentos ricos em carboidratos e açúcares devido ao fato de que nos trazem prazer momentâneo. Muitas vezes, a pessoa acha que é normal, porém não percebe que já consumiu altas de calorias diárias. Também é mais comum no público feminino, pela questão hormonal, algo que atrapalha boa parte das mulheres.

Ortorexia vem do grego “ortho” (preciso, correto, válido, direito) com “orexis” (apetite, vontade de ingerir alimento). Desta forma, a ortorexia nervosa é a obsessão pela alimentação correta. Mas quando alimentar-se de forma “saudável” se torna obsessivo? Apesar de ainda não ser classificado como um TA e existir poucos estudos sobre o assunto, podemos dizer que a ortorexia nervosa é um transtorno compulsivo pela saúde alimentar, uma obsessão doentia pelo alimento “puro” (alimentos livres de conservantes, herbicidas, industrializados, etc). A busca por uma alimentação saudável é importante, mas quando isso vira prioridade em sua vida e ocorre de maneira exagerada, por medo de adquirir alguma patologia, também se torna um problema. O indivíduo se exclui dos demais e vive cada dia mais em uma restrição severa de alimentos e, pior, em grande exclusão de alimentos. Quando isso acontece, inúmeros minerais e vitaminas essenciais são deixados de lado, trazendo complicações futuras como a anemia, devido a deficiência férrica no organismo.

Por fim, sabemos que para um devido controle destes tipos de transtornos, o acompanhamento do médico, psicólogo e nutricionista são essenciais, já que a alimentação vai muito além do ato de comer, engordar ou emagrecer. Um dos maiores prazeres do ser-humano é realizar uma boa refeição e cada vez mais, as pessoas têm se tornado reféns da comida, seja pelo que os outros acham que é certo ou pelo que a sociedade como um todo impõe como “padrão aceitável”. A alimentação envolve saúde, bem-estar físico e psicológico, enfim, nos oferece prazer. Ela é uma intermediária para o vínculo entre as pessoas, por isso, em casos como esses, procure os profissionais certos, procure estar próximo de quem entende o seu problema e está disposto a te ajudar. Cuide-se!

Open chat