Sinais que merecem investigação
Você sente isso com frequência?
- Barriga que estufa ao longo do dia
- Gases em excesso
- Dor ou desconforto abdominal
- Diarreia ou intestino preso
- Sensação de digestão lenta
- Arrotos frequentes
- Piora depois de alguns alimentos
Nem sempre é “só alimentação”. Esses sintomas podem aparecer em alterações como SIBO e IMO, identificadas com um teste simples, feito pelo ar expirado. A avaliação prévia define se o exame é indicado para o seu caso.
Quero saber se o teste é indicado para mimAtendimento em Londrina. Conteúdo informativo, não substitui avaliação profissional.
Resposta rápida: reuni aqui cinco casos que acompanhei ao longo dos anos, cada um com o relato da própria pessoa e o raciocínio nutricional por trás. Tem atleta de seleção brasileira de ginástica rítmica e de karatê, paratleta, ultramaratonista e corredor que melhorou o tempo aos 61 anos. Nenhum deles é promessa do que vai acontecer com você: são histórias individuais, e resultado em nutrição depende de ponto de partida, adesão, treino, sono e condições de saúde. O que eles mostram é como o trabalho acontece na prática.
Neste artigo
Os cinco casos, um a um
Dayane Camillo: ginástica rítmica, hipotireoidismo e o fim do pavor de dieta
Duas vezes finalista olímpica, em Sidney 2000 e Atenas 2004, e ouro nos Jogos Panamericanos de Winnipeg em 1999, a primeira medalha de ouro do Brasil na modalidade em Pan. Passou a vida dentro de um esporte que cobra peso todos os dias e, quando parou de competir, não queria mais ouvir a palavra dieta. Voltou a treinar anos depois, convivendo com hipotireoidismo e com o inchaço que vem junto.
Vinícius Figueira: bater o peso da categoria sem perder rendimento no karatê
Atleta da Seleção Brasileira no kumite até 67 kg, com bronze no Mundial de Bremen em 2014, prata no Mundial de Madrid em 2018, bronze no Pan de Lima em 2019 e ouro nos Jogos Mundiais de Birmingham em 2022. O acompanhamento foi na temporada de 2016, e o problema não era treinar, era chegar no peso da categoria sem chegar quebrado.
Valdir Flora Batista: de 25:17 para 23:13 nos 5 km, aos 61 anos
Tirou dois minutos e quatro segundos do próprio tempo numa fase em que os treinadores esperavam queda de velocidade. Ganhou massa magra no processo, e a mudança alimentar, nas palavras dele, foi gradual e pautada em estratégia, e não uma reforma radical.
Rodrigo Bussadori: 100 km nos Andes e o diagnóstico de comer pouco demais
Treinava para o El Cruce, ultramaratona que atravessa a cordilheira dos Andes entre Argentina e Chile em três dias. Esperava ouvir que precisava comer menos e ouviu o contrário. Treinando seis vezes por semana, às vezes duas por dia, o que faltava era energia.
Teresinha dos Santos: composição corporal em paratleta classe T46
Já competia quando chegou, encaminhada pela treinadora, com percentual de gordura alto para quem vive do esporte. O caso mostra por que as equações de gasto energético e os cálculos de composição corporal, construídos em população sem deficiência, precisam ser lidos de outro jeito em paratleta.
O que essas histórias têm em comum
Lendo os cinco em sequência, três coisas se repetem, e elas dizem mais sobre o método do que qualquer número isolado.
A primeira é que em nenhum deles a conduta foi simplesmente cortar. Em três casos o ajuste envolveu comer melhor ou comer mais, não menos. O Rodrigo é o exemplo mais direto, mas o Vinícius também precisou corrigir a alimentação em vez de reduzi-la, e o Valdir ganhou massa magra enquanto ganhava velocidade.
A segunda é a gradualidade. O Valdir descreve com precisão: a mudança existiu, mas foi gradual e pautada em estratégia, e por isso os hábitos ficaram. Plano que a pessoa abandona em três semanas não produz resultado, por melhor que seja no papel.
A terceira é que o plano se adaptou à vida de cada um, e não o contrário. Atleta de categoria de peso, paratleta, ultramaratonista, ex-ginasta e executivo de 61 anos têm rotinas incompatíveis entre si. O que funcionou para um não funcionaria para o outro.
Uma observação necessária
Estes são relatos individuais, publicados com autorização de cada pessoa. Resultado em nutrição depende de ponto de partida, adesão, treino, sono, uso de medicação e condições de saúde, e varia de pessoa para pessoa. Nenhuma dessas histórias deve ser lida como o que vai acontecer com você.
Como ler um depoimento sem se enganar
Depoimento serve para mostrar como o trabalho acontece, não para provar que funciona. Quem publica só os casos que deram certo, e todo mundo faz isso, está mostrando uma amostra escolhida. Isso vale para mim também.
O que dá para tirar de útil de um relato é outra coisa: o tipo de problema que a pessoa tinha, se ele se parece com o seu, e o raciocínio usado para resolver. É por isso que em cada um dos cinco casos eu escrevi a explicação técnica ao lado da fala, em vez de deixar só o elogio.
Se você quer entender como o acompanhamento funciona antes de decidir, veja como é a primeira consulta. Se o seu caso é de esporte, comece por nutrição esportiva. E se a dúvida é sobre quanto o seu corpo realmente gasta, o exame está em teste de metabolismo em Londrina.
Marcos Hirata
Nutricionista, CRN 8201
Revisado em agosto de 2026

